
"...pobre o homem que não mostra seus verdadeiros gostos e idéias, que tranca seus sentimentos dentro de uma caixa cujo a chave não existe. Por que? Pra ser apenas mais um tentando agradar a todos, movido pelos gostos e sentimentos de uma outra pessoa ..."
Foi triste quando em uma roda de amigos perguntaram para um jovem se ele já havia amado alguém de verdade. Me recordo que ele abaixou a cabeça, refletiu sobre algumas meninas que já tinha dito "eu te amo" sem sentir um grande afeto. Pensou e pensou, ergueu a cabeça e disse que ele vivia no mundo dele, ninguém o conhecia por completo, o que ele havia passado com elas não era uma ilusão, tudo era real, mas ele pensava em agrada-las mais do que agradar a si próprio. Era como se ele controlasse uma marionete para divertir crianças, mas ele fazia isso consigo mesmo afim de deixar alguem feliz.
Os amigos que ali se encontravam ficaram calados, ninguém pronunciou uma palavra se quer. O menino levantou-se e saiu andando sem se despedir. Já era noite, sob as luzes falhadas dos postes das ruas desertas ele andava pensando no porque escondia dentro de si o que realmente sentia, pensava no medo de dizer não aos amigos, no medo de não agradar a todos como ele realmente era.
Perto de sua casa havia uma menina a qual ele já havia namorado, ela estava sentada na calçada sozinha, acompanhada apenas com seu celular que tocava uma música que marcava um passado amoroso inapagável. O cheiro do perfume dela já domava o local onde ele passava, a troca de olhares foi intensa e ele parou. Um silêncio tomou conta do local, parecia que a musica de fundo do celular já não tocava mais, ela levantou e com um olhar fixo e as mãos trêmulas ela o abraçou. Ele fechou os olhos e sorriu.
Realmente ele se sentia feliz, demonstrava tal felicidade pela força que a abraçava. E os dois ficaram minutos se abraçando sem dizer alguma palavra, então ela olhou para ele com os olhos lacrimejando e disse que não conseguia esquece-lo e que ainda o amava. Era a hora certa dele quebrar suas mascaras, falar o que realmente sentia, demonstrar seu sentimento. Ele recuou. Se explicou dizendo que gostava muito dela, mas seria melhor assim, e em passos mais rápidos foi deixando a para trás.
Chegou em sua casa, estava pensativo, deitou em sua cama, olhou para o teto e começou a concluir seu dia. E piscando lentamente sob o sono que o consumia, sorriu e se agradeceu por fazer o que realmente queria, quebrou sua mascara de perfeição e mentiras...
O homem. Esse mesmo: da espécie macho é uma estranheza só. Precisa por um "ego" se passar; tornar-se difícil e promíscuo. É normal. Até mesmo aqueles que escreveram grandes contos de amor não escaparam da grande falha que se é ser homem.
ResponderExcluirMeu amigo; meu irmão... Meu novo escritor favorito. Com suas palavras percebi que somos ausentes de nós mesmo, mas que podemos nos completar de alguma forma através dos outros.
Somos muitos, mesmo quando somos dois (três, quatro, cinco...)!
Continuarei de olho por aqui!
Paz e luz!